Qual foi mesmo o sonho?
What was the dream anyway?
From: Paulo Matsushita to: Néle Azevedo - Primeiramente, uma partícula acinzentada, imperceptível; depois outra. A seguir, filetes (posteriormente entrecuzados) e, então, montículos, a princípio eventuais, dispersos, de luz débil, coruscante foram imiscuindo-se por entre os veios, os canais e, finalmente, as aurículas da Noite, que palpita, sangra, e agoniza. Retiram-se os animais fantásticos, os mochos, os répteis, os grifos, os crimes não confessados, os seres torturados em busca de redenção, as cenas primordiais, as imagens imprecisas da infância, os interditos, os paraísos perdidos. Um novo dia instaura-se e vamos buscar as ferramentas de girar engrenagens, colocar os pés nas pegadas do dia anterior e restabelecer os vínculos e reafirmar os Nomes. Mas qual foi mesmo o Sonho? Vamos nos dedicar a edificar o dia, mas não nos esqueçamos dessa trama, desse índice.
Qual foi mesmo o sonho? realizada dentro da coletiva Ciclo, proposta pelo projeto Linha Imaginária, no Centro Cultural São Paulo. O trabalho em vídeo dialoga com o poema de Paulo Matisushita inscrito em branco nas paredes. Para ler o texto é preciso percorrer todo o espaço e mergulhar em sua atmosfera de cor, forma e som.
What was the dream anyway? Hold in the collective exhibition Cicle /Ciclo, proposed by the Imaginary Line Project/ Projeto Linha Imaginária in the Cultural Center São Paulo. The VCR image register states a dialog with Paulo Matsushita’s poem, printed in white on the walls. In order to read the text, it is necessary to walk along the whole space and dive into its atmosphere of color, shape and sound.

